Andava por aí entre tantos olhares decidi sentar em uma lanchonete na região central do Rio antes de voltar para casa, lá vi um casal que se abraçava em um banco de uma praça movimentada. Em um outro plano um velho carregando sua maleta preta combinando com seu paletó realçado por sua gravata azul-marinho andava em um ritmo bem acelerado para alguém da sua idade. Nesse momento notei que fui tocado por um pedinte que possuía suas roupas encardidas e seus cabelos sujos, como de costume falei um 'Não' seco e me virei sem antes ao menos notar que minha carteira já não estava mais comigo.
Isso é um fato muito bom de se perceber quando se está voltando para casa, sem contar que estava sem dinheiro para voltar agora via-me conversando com um rapaz de meia idade sentado na outra mesa que me explicava que enquanto um deles me pedia uma 'ajuda' o outro como um passe de mágica levava carteira como se tirasse um fio de cabelo do meu bolso.
Ele me explicou que isso era comum para os desavisados e sempre via os mesmos trombadinhas atuando naquela região. A tarde chegava, porém nós dois estávamos tão concentrados em nosso papo informal de dois estranhos que falamos de tudo, negócios, estudos, futebol, mulheres. Ao acabar nossa conversa já estava com o dinheiro necessário empresatado pelo novo amigo e um telefone na agenda do celular para que sempre que precisasse de algo ou por algum evento o viesse encontrar telefonasse.
Não foi nada de um dia mortalmente horrível, ganhei um amigo informal e umas duas cervejas.
Fábulas, fábulas!
Seja bem-vindo, desfrute de minhas loucuras. Antes que alguém se desfrute de você.
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